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Larissa Araújo, Vinícius Almeida e Pablo Santos participaram do curso Chemistry & Environmental Sciences: Analysis, Characterization and Remediation of Contaminated Soils and Waters”, nas cidades francesas de Clermont-Ferrand e Rennes. O curso, que aconteceu em julho, é um dos 15 oferecidos pelo programa “Escolas de Verão França Excelência”, organizado pela Embaixada da França em parceria com o Campus France.

Larissa é formada em Química Industrial pela UFOP e começou o mestrado em Engenharia Ambiental em 2017. Já Vinícius e Pablo são engenheiros ambientais e estão no segundo semestre do mestrado. O trio ficou sabendo do curso por um e-mail enviado pela CAINT e encaminhado pela Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental (PROAMB) e decidiram participar devido à aproximação do tema com suas pesquisas de mestrado, já que os três estudam remediação: Larissa de solo, Pablo de efluentes e Vinícius de solo e efluentes.

O programa previa o pagamento apenas das passagens de ida e volta. Com a diminuição de verbas governamentais na educação, a principal dificuldade do grupo foi arcar com as despesas do curso e da estadia de um mês na França. Os 15 cursos oferecidos pelo programa contemplariam 40 estudantes de todo o Brasil. Larissa, Pablo e Vinícius foram aprovados, junto a dois estudantes de pós-graduação da UFRJ para o curso. Além deles, a turma também era composta por outros 8 chineses, o que também propiciou uma rica troca cultural. Essa é a primeira vez que o curso foi oferecido para alunos de outro país além da China.

O curso oferecido é uma parceria entre duas universidades, localizadas em cidades diferentes e, por isso, foi dividido em duas etapas. Os estudantes contam que na Université Clermont-Auvergne, em Clermont-Ferrand, o foco era água, em uma abordagem mais da área de química, passando por tratamento e processo de oxidação, por exemplo. A pequena cidade fica localizada na região central da França e a interação com os moradores locais foi interessante: Larissa, Vinícius e Pablo sentiram uma aproximação da recepção desses franceses com a forma brasileira de acolher os visitantes. Já na École Nationale Supérieure de Chimie de Rennes, em Rennes, localizada na região noroeste, os interesses do curso eram similares ao de Clermont-Ferrand, mas o foco era a aplicação dos processos químicos no tratamento de solos e da poluição atmosférica, com projetos voltados mais para a área da engenharia.

O grupo também participou de atividades extracurriculares e passeios que auxiliaram em sua formação. O trio destaca a visita ao Centro de Monitoramento Atmosférico no topo do Puy de Dôme, um vulcão inativo localizado a 1.465 metros de altitude, e ao Lac Pavin, um lago onde as águas não se misturavam. Além das visitas técnicas, eles também participaram de visitas turísticas que auxiliaram na imersão cultural e na prática da língua francesa, da qual também estavam tendo aulas.

Culturalmente, os estudantes destacam, positivamente, a relação que criaram entre eles, com os outros estudantes e com os professores: marcaram atividades extras, conheceram as famílias e criaram contatos pessoais e acadêmicos. O trio conta que voltou com a sensação de semente plantada, trouxeram uma bagagem cheia de coisas novas, tanto culturalmente, quanto relacionadas aos estudos. Eles aprenderam a lidar mais com a diversidade e perceberam que os brasileiros têm muitas oportunidades fora do país, porque estão abertos a receber todo tipo de gente e conhecimento.

Larissa, Vinícius e Pablo destacam que essa oportunidade pode abrir portas para outros brasileiros participarem e para mais acordos de cooperação entre os países. Eles destacam que, ao contrário do Brasil, a França está investindo muito nas universidades e em pesquisas e, por isso, são muitas as oportunidades de aprendizado e crescimento no país europeu.

Vinícius resume sua volta para o Brasil dizendo que “sempre que se faz intercâmbio, a pessoa volta mais curiosa, com mais vontade de ajudar o outro, mais disposta a aplicar coisa nova”. Ele diz que volta com a “vontade de fazer algo diferente e ajudar mais pessoas”.

Já o Pablo destaca o lado profissional da experiência: “Quando eu cheguei aqui, na empresa que eu trabalho, contei sobre o curso e preparei uma apresentação sobre o que eu vi de novo e poderia ser aplicado aqui. Isso me deu uma visibilidade muito grande”.

Sobre a participação de outros estudantes, eles falam juntos e sem hesitar: “Só vai!”. Larissa complementa dizendo que “se fosse pensar friamente, isso no currículo faz uma diferença gigante. Academicamente foi uma experiência incrível, é uma coisa que todo mundo deve passar”. Além disso, também é uma “garantia de que você fala bem outras línguas e aprendeu a lidar com pessoas diferentes. Além da parte técnica, é claro, que é inquestionável”.

Pablo ainda dá uma dica valiosa para quem está em dúvida se deve participar por conta da idade ou pouca experiência: “Pela situação do mercado, tem muita gente saindo direto da graduação para a pós. Por isso, muitas pessoas chegam novas e as vezes, imaturas no mestrado. Isso pode trazer medo de ir para fora e encarar uma coisa assim. Mas queria deixar o recado: não tenham medo, encara mesmo porque você sempre vai achar uma pessoa para dar suporte. No final das contas, dá certo, pode passar um aperto, mas você aprende, amadurece e cresce. Então, surgindo a oportunidade, vai mesmo, é muito importante, uma experiência ímpar”.

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A UFOP, através da CAINT, possui convênios com diversas instituições ao redor do mundo, muitas das quais oferecem oportunidades de parcerias e mobilidades acadêmicas.

Depoimentos

Victor Henrique Lana Pinto

Curso: Economia
Universidade de Origem: Hochschule Reutlingen - Alemanha