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Com o objetivo de evitar que adolescentes comecem a fumar, foi lançado nesta terça-feira (31), Dia Mundial Sem Tabaco, a versão brasileira do aplicativo alemão Smokerface, que, a partir de uma foto, simula uma projeção 3D do processo de envelhecimento e dos malefícios provocados pelo cigarro na aparência. A adaptação para o português foi idealizada e colocada em prática por estudantes e um professor de medicina da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).
O aplicativo, que já pode ser baixado tanto da plataforma Android como IOS, capta uma foto da pessoa e mostra como ela ficará fumando um maço de cigarro por dia ao longo de 1, 10 ou 15 anos. Com animações tridimensionais, ao estilo Snapchat, mostra-se o aumento no número de rugas, espinhas, a queda de cabelo, entre outras consequências do tabagismo. 
“Os adolescentes são muito imediatistas, não ligam muito para os malefícios a longo prazo. Por isso o aplicativo usa a linguagem da foto, das selfies, focando em algo que impressiona essa faixa etária: a aparência”, explica o professor Paulo César Rodrigues, que orientou os estudantes Breno Bernardes e Luiz Eduardo de Freitas no projeto Education Against Tobacco (EAT) Brazil, inspirado no aplicativo criado na Alemanha e que já foi utilizado em dez países. Conforme o professor, a ideia surgiu após Breno viajar aos Estados Unidos pelo programa Ciência Sem Fronteiras e conhecer em Harvard o alemão criador do aplicativo.  "Ele trouxe essa ideia de lá e, a partir daí, fizemos a tradução e toda a adaptação para a cultura brasileira", explicou. 
Estudo
Além disso, será feito a partir de agosto um projeto de extensão com adolescentes das escolas públicas de Ouro Preto. Serão sorteados dois grupos de 750 estudantes cada, com  idades entre 10 e 16 anos, e somente um deles será exposto ao aplicativo e à uma intervenção feita por alunos da universidade para explicar sobre os malefícios e, também, sobre as estratégias da indústria do cigarro.
“Depois de 6 meses e 1 ano faremos um levantamento  para ver entre os dois grupos quantos adolescentes começaram a fumar e quantos pararam. Isso será usado para vermos a eficácia do aplicativo e fazermos as alterações necessárias. Caso funcione, o objetivo é implantar em todas as escolas”, explicou Rodrigues.
Ainda segundo o professor, outras universidades mineiras e até de outros Estados já estudam formas de também trabalhar com o aplicativo ajudando no combate à iniciação ao tabagismo na adolescência. “Temos muito o foco de tentar reduzir o número de fumantes, mas não existem muitos trabalhos para evitar que esse vício comece”, finaliza o professor.

Fonte: Jornal O Tempo
 
 

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Depoimentos

Ana Cristina Gonzaga Miranda

Curso: Engenharia Civil
Universidade de Destino: Universitat Bielefeld - Alemanha